terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um tucano cheio de boas intenções – como no inferno?


A palhaçada não é nova: ex-governador requerer aposentadoria vitalícia. Políticos devem se achar grandes realizadores na história da humanidade para se dar tanto valor. Por que não fazem um referendo sobre o que a sociedade acha de dar mais uma mamata dessas? Já temos alguns privilegiados sustentados por nosso dinheiro através de aposentadorias polpudas e agora o senador Álvaro Dias do PSDB também quer o seu. Está requerendo valores retroativos à excrescência que, legalmente, tem direito. Segundo o tucano, vai doar tudo a instituições de caridade.

Bem, não sei quão sincero é o senador. Particularmente abomino o privilégio – mais um! – de se pagar aposentadoria a ex-governador. Na verdade, vejo com desprezo a ideia de se fazer política como meio de ganhar a vida. Que se ganhe enquanto exercer mandato; depois, tchau. Vá exercer seu ofício real. Política não é profissão. No caso do Sr. Dias, ante o histórico indecente de nossa classe política, não me vejo tomando conhecimento de suas boas intenções sem me lembrar do dito popular...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A boçalidade politicamente correta

Não vejo com bons olhos o politicamente correto. Ao menos esse que deseja impor-se de forma sectária e dogmática, que para justificar o bem, flerta com o mal. Leio que a música “Money for Nothing”, sucesso do grupo Dire Straits nos anos 80, está sendo censurada no Canadá. Tudo por conta da palavra “viadinho”, considerada ofensiva aos homossexuais.



O que posso dizer sobre isso? É de uma estupidez sem fim. Basta ler a letra e ter um mínimo de bom senso para perceber que não existe finalidade alguma de ofensa aos homossexuais. O termo é usado de forma irônica para tratar da suposta vida fácil de músicos que alcançam sucesso e se enchem de grana.

A considerar o avanço do tribunal politicamente correto, daqui a pouco mandaremos toneladas de músicas, clássicos literários e filmes para a fogueira.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma negra, um negro homossexual e uma transexual: alguém deve ser rejeitado

Às vezes assisto Big Brother por acaso. A esposa assistindo, eu no computador e lá vai a tal espiadinha. Não acompanho o programa, pois é de uma boçalidade óbvia: gente querendo posar de mocinha, mocinho, mauzinho, mauzinha incompreendidos, gente querendo se mostrar capaz de transmitir grandes lições morais, gente em busca de holofotes e outras "grandes" conquistas desses dias tão estranhos.

No BBB 11, que está com uma "fauna" bem diversificada, sobrou para as "espécies" menos cotadas no 1º paredão do programa: uma negra, um negro homossexual e uma transexual mestiça. Nesse país que, apesar de ser lindamente mestiço e aparentemente tolerante, sobrou foi para o tipo mais exótico: a transexual Ariadna. Com 50% de votos, foi mandada para casa. Qual seria, afinal, o motivo?...

sábado, 15 de janeiro de 2011

"O horror! O horror!"

Assistindo a devastação do Rio de Janeiro por causa das chuvas, não consigo pensar em outra coisa que não seja a expressão do personagem Kurtz, da obra "Coração das Trevas", de Joseph Conrad. Fico a imaginar quão profunda e aguda é a dor daqueles que estiveram no caminho da fúria da natureza. Vidas perdidas, vidas abaladas. Não acredito que Deus, nos moldes cristãos, assistiria tamanho horror impassível...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Imprensa: assim o PT não gosta. Nem eu!


Nos últimos dias tenho falado sobre como o PT não sabe lhe dar com a imprensa. No fundo, gostaria que ela lhe fosse condescendente até nos momentos em que os seus fossem pegos com dólares na cueca. Apesar da postura do partido ser essencialmente ideológica, não se pode ignorar os desserviços e atropelos realmente perpetrados pela imprensa. Ao que tudo indica, temos mais um exemplo hoje.

Segundo consta na rede e informado pela Folha de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff teria retirado do seu gabinete um crucifixo e uma bíblia logo na primeira semana no poder. Até aí, nada demais se não fossem dois aspectos: Dilma se diz católica e o Brasil é extremamente cristão. A notícia pode tomar, então, ares de escândalo. Não pelo motivo que interessaria – a mentira da presidente – e sim por ela ter tocado em símbolos religiosos. Mas existe um porém.

Pelo que se soube em seguida, logo após a notícia, Dilma não tomou nenhuma atitude que possa revelar-se, nem ao longe, como escândalo. O crucifixo pertenceria ao presidente Lula e a bíblia continuaria no lugar onde sempre esteve: ao lado do gabinete presidencial. Aqui encontramos informações sobre o caso.

Se as coisas assim se deram, lamento muito pela Folha de São Paulo. Além de contribuir para a atitude do PT ante a imprensa, dá mais um exemplo negativo de como jornais e meios de comunicações podem ser danosos ao repercutir meias verdades.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Exemplo de imprensa alternativa que enche os olhos do PT

A cartilha do PT “ensinando” a novos parlamentares a lidar com a mídia, diz que é preferível optar por falar com a imprensa alternativa do que a grande imprensa, eivada de ideologia. Acontece que muito da tal imprensa alternativa é quase um sinal trocado daquela que tanta critica. É formada por caudatários do petismo ou sectários esquerdistas dogmáticos. Exemplo formidável do que é a tal imprensa que se quer exemplo colhemos no site do lulista vermelho Eduardo Guimarães. 

Em seu blog hoje leio uma – entre outras mil – defesa das barbeiragens políticas de Lula, que no apagar das luzes concedeu mamata de passaporte diplomático aos filhos. É risível. Em certo trecho, o meu homônimo – que vergonha! – diz:

“A relevância mais imediata da concessão de passaporte diplomático a esposa, filhos, netos ou outros parentes próximos de ex-presidentes da República é a de o país honrar os seus ex-mandatários, não submetendo a família do ex-presidente a constrangimento de não ser tratada como aquele com quem viaja.”

Que honrar mandatário, o quê! Nem para Lula, nem para FHC, nem para Sarney!! O cidadão se rebaixa em defender mais uma mamata para essa classe que não dispensa uma benesse em todos os estágios da atividade política – antes, durante e depois de eleições ou exercício do mandato –, apenas por ser um puxa-saco de Lula. No lugar de Lula, eu daria exemplo e dispensaria mais essa vergonha que é a cascata de privilégios que se dá neste país aos que pertencem à elite. A propósito, mais uma vez a majestade barbuda dá um show de incongruência. Passou a sua administração criticando as elites e os poderosos, mesmo tendo vários debaixo de sua asa – ou seria o inverso? –, e, de novo não perde a chance de tirar proveito daquilo que só membros da elite e poderosos têm direito.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A miséria da ideologia

Somente uma rombuda forma de pensamento guiada religiosamente por ideologia explica a decisão de se permitir que o ex-guerrilheiro e terrorista Cesare Battisti permaneça no Brasil. Boa parte da esquerda brasileira oferece mais um show de incongruências ao defender o criminoso enquanto exige a revisão da anistia para torturadores e assassinos durante o regime militar. Depois, quando esculachamos certos comportamentos esquerdistas, somos logo tachados de direitistas e conservadores. Ai, que preguiça!

Abaixo segue trecho de artigo de autoria de Walter Maierovitch, seguido de link.

Battisti disparou contra o médico Diego Fava e tentou matar o juiz Luigi De Liguor. Miracolo, atribuem à sobrevivência


–1. As revistas semanais italianas chegarão às bancas na próxima sexta-feira e com o “Caso Battisti” tratado como matéria central.




O leitores irão encontrar relatos, testemunhos, transcrições de peças processuais, além de comentários sobre a decisão do presidente Lula de não conceder a extradição. Isto por entender que Battisti não ficaria seguro na Itália e teria a integridade física sob risco.



Matérias jornalísticas mostrarão que nenhum dos que estiveram presos em cárceres italianos, por participações em fatos eversivos consumados nos anos 70, correram riscos, sofreram atentados ou perseguições.



Dois exemplos:



(1) Sérgio Segio, líder da organização Prima Línea ( matou mais do que todas as outras organizações terroristas, incluídas as Brigadas Vermelhas), é cineasta premiado e escritor de sucesso, depois de cumprir 8 anos em regime fechado.



Sérgio Segi matou, em janeiro de 1979, o juiz Emilio Alessandrini. Isto logo depois do juiz ter deixado o seu pequeno filho de 5 anos no colégio.



Alessandrini era juiz de instrução nos casos de terrorismo e não tinha escolta à sua disposição.



(2) Giuseppe Memmeo, que formava dupla com Battisti para assassinar e disparar contra as pernas de operários de fábricas ligados ao Partico Comunista Italiano (–PCI, eurocomunista e contra a linha marxista de Moscou–), está em liberdade condicional há mais de dez anos e presta servições comunitários. Memmeo trabalha em programas de assistência a usuários de drogas proibidas.



E a pergunta que não cala na Itália: quem mentiu a Lula sobre perseguições e atentados?



Mais ainda, Lula não sabia que apenas dois condenados estão em regime fechado e isto porque recentemente extraditados.





http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2610483635047615967

E o PT continua PT


Saiu Lula, entrou Dilma, mas o espírito, para variar, continua o mesmo. O partido distribuiu uma cartilha que “ensina” aos parlamentares novatos a lhe dar com a imprensa. Para o partido a imprensa tem má vontade com a administração petista e as matérias são pautadas por interesses dos patrões dos grandes meios de comunicação. Ainda segundo as recomendações, melhor é dar voz aos blogs alternativos, responsáveis por um jornalismo menos ideológico.

Ai, ai, ai. A imprensa, em todas as suas esferas, tem seus interesses, em maior ou menor escala. Mas a atitude do PT em pedir mais cuidado dos seus parlamentares para com a grande imprensa – a cartilha já existe desde os anos 90 – e que eles optem pela imprensa dita alternativa, apenas demonstra o quanto o partido não fica à vontade na condição de vidraça. 

Com todos os exageros da imprensa, é melhor uma que confronte a uma que adule e seja adepta da reverberação do oficialismo. A se considerar a opção do partido, bom seria varrer a tal grande imprensa que contraria o governo e em seu lugar alçar os puxa-sacos que se arvoram independentes.