He he he. Tentei me esquivar, mas não consegui. Logo, decidi fazer o registro para, quem sabe, daqui há uns 50 anos, se vivo estiver, lembrar desses dias tão tolos vividos. Virou o assunto da semana, quiçá do ano – talvez poderemos relembrá-lo no Retrospectiva 2011. É sobre o brioco da Sandy. Ou ânus. Ou, vá lá, o cu da moça. Está no centro – sem ironia – das atenções. Ao menos na imaginação e, principalmente, língua – hum... – do povo.
Tudo por conta de uma suposta declaração feita pela moça para a revista Playboy, durante entrevista. “É possível ter prazer anal”, teria dito a donzela que ultimamente parece empenhada em se mostrar, à sua maneira, devassa aos olhos do mundo. Segundo Sandy as palavras não foram bem essas e tal, tentou se esquivar, mas a internet está fazendo o serviço de tornar as coisas da maneira que a Playboy expôs. A propósito, a revista promete disponibilizar o áudio na íntegra da famigerada entrevista. O mundo aguarda desejoso.
Mas por que tanta celeuma? Recentemente, Cléo Pires disse a mulherada curte alargar o esfíncter. Não chegou a causar tanto burburinho. Porém, quando a coisa é atribuída a recatada Sandy, toma um rumo diferente. Afinal, a indústria midiática sempre vendeu uma imagem de boa moça dela que, quando se ouve uma opinião que contraria esta tola projeção no consciente coletivo, o alvoroço é instantâneo.
Sexo anal ainda se mostra tabu em nossa sociedade, mesmo do lado ocidental, tão cheia de licenciosidades. O espírito religioso nos ensinou ser uma prática contrária aos desígnios divinos, em especial por ser associada ao homossexualismo entre homens. Perversão!, acusam os supostos defensores dos bons costumes. O troço é tão incômodo – aqui, enquanto assunto –, que gaiata vai para internet pedir opinião se liberar o ânus é errado...
Logo, se deparar com Sandy, o arquétipo da menina pura e meiga que todo pai gostaria de ter em sua família, supostamente dizendo que gozar tomando atrás é algo possível, pode representar um marco. E por quê? Ora, a mulherada não gosta – ou finge não gostar – nem de tratar do assunto; quanto mais liberar o desejado. Se Sandy, a mulher modelo de uma sociedade dissimulada e hipócrita, resolve chutar o balde, poderemos assistir o nascimento de uma nova era: se até a Sandy dá, por que não dar? E o cu feminino finalmente reinará sem culpa.
Que venha o áudio de Playboy e a coisa seja realmente como se está dizendo: espero que a mulherada adira relaxadamente aos conselhos da boa moça.
