terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O pateta vermelho ataca novamente
Depois de intimar os venezuelanos a economizarem energia, ordenando-os - afinal, quer multar quem não economizar - a utilizar lanternas quando quiserem fazer suas necessidades de madrugada, fechar estabelecimentos comerciais - bem ao seu estilo "democrático", com a Guarda Nacional - por aumento indevido de preços, entre outras medidas que o fazem ser visto por nosso (sic) grande Lula como uma sumidade da democracia, resolveu fechar seis TVs a cabo por não transmitirem suas bazófias em forma de discursos. Entre elas, está a RCTV, que deixou de operar há 03 anos por ser oposição ao governante bufão. Chávez a acusa de ser participante da tentativa de golpe que tentou tirá-lo do poder. De golpe, aliás, ele entende muito bem; até tentou um na década de 90. A confusão formou-se na Venezuela e simpatizantes pró e contra o governo chavista entraram em choque.
O que dizer de tudo isso? Esperar o que desse cidadão que representa o que de mais atrasado ainda existe na política da América Latina? Infelizmente, alguns patetas ainda enxergam algum tipo de vanguarda nas ações de gente como Chávez. Outros, que sabem muito bem o que ele quer, fingem ver ali um amante da democracia. Fato é que o governante vezenuelano apenas empurra seu país cada vez mais para o abismo. Com a chancela de gente como o "iluminado" Lula...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Tirinhas "filosóficas" e "teológicas"
Descobri e gostei de umas tirinhas divertidíssimas que tem Nietzsche como protagonista. Para quem é ateu, cético, agnóstico ou mesmo religioso com algum senso de humor, vale à pena. O endereço é www.umsabadoqualquer.com. Aí, basta procurar a categoria Nietzsche.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Ao menos 1000 anos até a civilização...
Cena 1
Vou até ao bebedouro na repartição pública onde trabalho. Não tem água disponível. Alguém me avisa: instalaram um filtro numa outra parte do corredor. Me animo e penso ironicamente: finalmente, um pouco de “civilização” ao menos na forma de beber água. Quando chego até a novidade, estranheza: o filtro foi instalado numa altura incômoda para todos.
As moças responsáveis pelo enchimento das garrafas d’água deveriam fazer uma exigência aos setores: garrafas somente transparentes. Do contrário, somente saberão que a garrafa encheu ao serem surpreendidas por água entornando.
Se resumisse a isto, o problema seria uma questão de adaptabilidade. Acontece que no andar temos um colega paraplégico, cadeirante. A altura do infalível filtro simplesmente não permite a Anderson, nosso colega sobre cadeira de rodas, executar um ato que sempre fez como qualquer um de nós: encher o próprio copo para tomar água. Logo quando me deparei com o aparelho, o apelidei de o anti-Anderson. Outros colegas também já estão o reconhecendo da mesma forma.
Cena 2
Chego para almoçar no restaurante que freqüento regularmente. Passo pelo caixa, à minha esquerda, logo na entrada. Ultrapasso algumas mesas com clientes e vou até a pia à minha direita, pouco antes dos cinco degraus que levam os clientes até as comidas. Confesso quase não utilizá-la. Um péssimo hábito que insiste em me acompanhar.
Qual não foi minha surpresa e horror ao ler sobre a torneira um cartaz, até então inédito no local, com os seguintes dizeres: “Favor não fazer higiene bucal nesta pia”. Recusei-me a acreditar que alguma criatura minimamente educada, fosse capaz de promover um ato grotesco em meio aos seus pares e num local público. E ninguém pode acusar o restaurante de “lugar de peão”, como poderia pensar um desses esnobes por aí.
Por sorte, nunca presenciei tal absurdo, mesmo sempre almoçando nas redondezas da maculada pia. Mas fiquei a imaginar a cena horrenda.
Cena 3
Fim de expediente. Hora de voltar para casa ou encaminhar-se até a faculdade. Ou quem sabe, tomar o bom e velho chope. Não importa. Se você é desprovido do próprio automóvel ou não pode tomar o chamado ônibus seletivo, prepare-se para a “sensação sardinha”. Ou seja: encarar coletivos lotados, abarrotados de gente.
Contudo, às vezes o coletivo está cheio e não lotado. Por causa de um fenômeno que ainda estou tentando compreender, as pessoas insistem em se amontoar na primeira metade do ônibus e deixar a parte posterior com espaço suficiente para acomodar gente e desobstruir a entrada.
Hoje, ao subir no coletivo, me deparei com a velha cena: a entrada e a parte logo após a roleta incapaz de receber mais gente. Estico-me nas pontas dos pés e avisto a parte de trás. Caberia ao menos mais umas dez pessoas, o que permitiria que a entrada não ficasse impraticável, a ponto de o motorista ter de passar pelos pontos sem fazer parada, acreditando numa possível lotação do veículo.
Peço licença às moças estagnadas junto à roleta. Elas reclamam, dizem que é impossível dar um passo à frente. Argumento que o fundo do coletivo ainda cabe muitas pessoas, bastam desejarem não ficar amontoadas. Contrariadas elas me dão passagem. Peço licença aos que insistem em continuar a prática sardinha, não sem antes dizer como pode as pessoas insistem em se espremer, enquanto a parte final do ônibus está com espaço.
Ao chegar ao fundo do coletivo, olho para aquele ajuntamento de gente que atrapalha outras pessoas, além de induzir o motorista a deixar outros trabalhadores cansados como elas para trás, e penso: falta senso de cidadania. Não irei nem comentar sobre a falta de gentileza, dentro dos mesmos coletivos lotados, quando se está frente – mais especificamente, ao lado – a alguém em pé com bolsas cheias ou sacolas com peso. A indiferença é total.
Minha utopia é a civilização plena. E esta seria tão somente uma condição alcançada por pessoas com a percepção total do exercício da cidadania, em seus mínimos detalhes. A cada simples ato humano, ao menos aqui no Brasil, vejo que estamos distantes da civilidade. Somos primatas sob a égide de uma economia dita de primeiro mundo e com acesso a alta tecnologia.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Boris produziu lixo, agora recolha
Para ficarmos no campo dos bordões, muito apreciados pelo cidadão processado, "quem procura, acha!". Torço para que a justiça seja feita e esse senhor sinta seu peso para que pense bem quando desejar discriminar alguém novamente.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Boris Casoy e a cara de uma elite sem-vergonha
A imagem dele é marcante. Sua atuação idem. Sempre emitindo opinião após as reportagens mais polêmicas, terminou por ser precursor de um estilo. Inventou um bordão que caiu na graça de todos: “isto é uma vergonha!”. Até pouco tempo gozava de muito prestígio comigo. Hoje, Boris Casoy, jornalista e apresentador do Jornal da Band, se revela uma decepção, merecedor de descrédito.
Boris mostrou sua real face no último dia de 2009. Uma face quase sempre presente em nossa elite, que parece optar eternamente pela mesquinhez ao invés de assumir um papel positivo no país. Ao comentar uma mensagem de fim de ano dada por dois garis, o jornalista deixou à mostra a sua opinião sobre os profissionais responsáveis por tentar manter as ruas menos sujas. Sem vergonha alguma.
Para Boris, garis nada mais são que representantes da mais baixa escala do trabalho. A revelação do preconceito de Casoy só foi possível graças a uma daquelas infelicidades – ou felicidades, para quem não suporta atos de tal natureza – do acaso: o áudio equivocadamente aberto durante o intervalo dos programas. Ou seria a vingança de alguém cansado de ouvir as manifestações de escárnio social de um homem que sempre transmitiu uma outra imagem ao público brasileiro? Após o acontecimento, o jornalista foi ao ar pedir desculpas. Creio ter sido em vão.
Bem, o que dizer sobre isso? O ser humano carrega em si o preconceito por natureza, tentam contemporizar alguns; a história traz inúmeros exemplos do olhar preconceituoso de certos grupos sobre outros. Este tipo de argumentação não é raro de ser lido ou ouvido por aqueles que parecem interessados em defender o direito de discriminar ou simplesmente depreciar seus semelhantes. Ainda que seja algo intrínseco ao ser humano, por que deveríamos nos resignar ante ele? Se desejarmos uma sociedade sempre em direção à civilidade, devemos aceitar conviver pacificamente com ato tão vil como o preconceito, seja ele qual for? Em minha opinião, jamais!
Fui educado em meio a pessoas simples e também junto a pessoas de condição social favorável. Entre patrões e empregados, fui aprendendo a conviver e a respeitar todos. Mas também a ser averso aos preconceituosos, aos que se enchem de soberba ao olhar o outro e acreditar que ele não é merecedor de respeito por causa de sua cor ou pertencer a determinado grupo social.
Cheguei à conclusão de que se anseio por uma sociedade mais digna, menos ordinária, devo ter consideração tanto com a senhora ou o rapaz responsáveis pela limpeza do chão onde piso, quanto com o funcionário de 1° escalão da empresa que trabalho. Respeito que devo ter não somente quando estiver ao alcance dos olhos e ouvidos de todos à minha volta; mas também conservá-lo na presença única de minha consciência.
No caso específico de Boris Casoy, ele apenas demonstrou o caráter de grande parte da elite brasileira, que se aboleta no cume de seu desprezível orgulho e lança o olhar de asco para com a pobreza e quem dela faz parte. É uma gente hipócrita, que se quer defensora da justiça e faz belos discursos indignados em público, mas que quando esta entre seus iguais querem mesmo é distancia do “povo”, representante do baixo escalão da humanidade.
De hoje em diante, sempre que estiver assistindo a rede Bandeirantes ou qualquer outra emissora onde esse senhor estiver se manifestando, mudo o canal ou desligo a TV. Hipócritas são merecedores da indiferença. E eu, como entusiasta de uma sociedade baseada no respeito, tenho vergonha de gente como ele.
