O título deste texto apresenta uma redundância provocativa. Reacionarismo e bolsonarismo representam, essencialmente, a mesma coisa. Mas o segundo acaba por realçar um reacionarismo ligado à uma figura específica - e execrável. Após a introdução, avancemos para o fato que inspira estas mal traçadas linhas - eu gosto desse clichê.
O ministro do STF participava de um evento pela internet promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. Num dado momento comentou que a democracia do país era resiliente, apesar do presidente Bolsonaro ser defensor da tortura e da ditadura militar. Foi o suficiente para que as hostes reacionárias e fascistoides do bolsonarismo se pusessem a zurrar e distribuir coices nas redes sociais.
General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, foi um dos primeiros a ter ataques de pelanca, falando até em tentativas de derrubada do presidente. Foi seguido por diversos políticos da turma reaça e seus rebanhos. Mas confesso que não entendi.
Ora, o senhor Bolsonaro nunca escondeu o seu apreço pela ditadura militar brasileira e sua predileção para a tortura. Qualquer um minimamente alfabetizado é capaz de digitar no YouTube "Bolsonaro tortura ditadura militar" e ser brindado com a essência do presidente terrivelmente cristão. Sempre exaltou a violência e a morte. Qual é a surpresa?
