quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A arte de zurrar e dar coice dos reacionários bolsonaristas

O título deste texto apresenta uma redundância provocativa. Reacionarismo e bolsonarismo representam, essencialmente, a mesma coisa. Mas o segundo acaba por realçar um reacionarismo ligado à uma figura específica - e execrável. Após a introdução, avancemos para o fato que inspira estas mal traçadas linhas - eu gosto desse clichê.

O ministro do STF participava de um evento pela internet promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. Num dado momento comentou que a democracia do país era resiliente, apesar do presidente Bolsonaro ser defensor da tortura e da ditadura militar. Foi o suficiente para que as hostes reacionárias e fascistoides do bolsonarismo se pusessem a zurrar e distribuir coices nas redes sociais.

General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, foi um dos primeiros a ter ataques de pelanca, falando até em tentativas de derrubada do presidente. Foi seguido por diversos políticos da turma reaça e seus rebanhos. Mas confesso que não entendi.

Ora, o senhor Bolsonaro nunca escondeu o seu apreço pela ditadura militar brasileira e sua predileção para a tortura. Qualquer um minimamente alfabetizado é capaz de digitar no YouTube "Bolsonaro tortura ditadura militar" e ser brindado com a essência do presidente terrivelmente cristão. Sempre exaltou a violência e a morte. Qual é a surpresa? 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

De volta à trincheira. Combater o monstro reacionário é preciso!

Foram muitos anos de inatividade. Mas agora é o momento de retorno. Sinceramente, achei que com o advento das redes sociais nunca mais retornaria com o blog. Porém as circunstâncias me trouxeram a ele novamente. Foi daqui que bati bastante no lulopetismo, quando isto não era modinha. Brigava contra certo, digamos, dogmatismo da esquerda, que insistia em não ver como os erros poderiam contribuir para chegar onde chegamos. Diversos amigas e amigos escolhiam me acusar de direitismo ou conservadorismo por não aceitarem minhas posições críticas. Contudo, sempre preferi a razão à emoção. Não precisávamos estar vivendo este momento obscuro, ainda que o poder não tivesse nas mãos do progressismo, como agora.


E por que ressuscitar o blog, ao invés de se limitar ao Facebook, onde sou muito atuante, ou criar uma conta no Twiiter? Porque o blog, antes de qualquer coisa, sempre me serviu como um diário para registar meu descontentamento – e poder revisitá-lo quando necessário. Diversas vezes, quando chamado de petista por conta da limitação imposta pelos tempos polarizadores, pude demonstrar ao meu interlocutor ou opositor, não raro descobridor tardio da política e, o desastre!, do presidente atual, que mais de uma década antes dele se tornar uma marionete antipetista, eu já era crítico ao governo. Então não me venha com essa bobagem pois corre risco de ser taxado de analfabeto político. Textos críticos no FB se perdem. E devido a eu não ter preguiça de escrever, o Twitter torna-se limitado.

Fato é que não dava mais para deixar o blog na zona morta com tanta tragédia e bizarrice acontecendo. Quero, no futuro, poder revisitar o que escrevi e lembrar vividamente que não me acorvadei, independente da tempestade. Meu alvo hoje é o bolsonarismo. E bombardearei com prazer todas as suas estultices, bizarrices e tolices, não importa quão populares sejam. A unanimidade, como deixou magistralmente registrado Nelson Rodrigues, é burra.