sexta-feira, 30 de abril de 2010

O nosso (sic) homem da Time

O presidente está entre os políticos mais influentes do mundo, segundo a revista Time desta semana. Também deveriam elegê-lo como a personalidade que mais fala tolices.


Creio que nunca antes neste país, um político produziu tanta asneira em discursos. A última foi ontem, numa solenidade na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em mais um bizarro show de improviso, ele soltou a seguinte pérola:

"Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem."

Fico imaginando um troço desses na boca de qualquer outro político. Seria tachado de Hitler para baixo. Mas como é São Lula...

Depois nossos “progreçistas” reclamam de perseguição ao seu líder. Criaram um monstro que não conseguem controlar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Microtiros a esmo

Globo, Serra, 45


Mesmo avesso às teorias conspiratórias, a campanha dos 45 anos da Globo, que já saiu do ar há alguns dias, foi de um tontice absurda. Claro que se pode comemorar.

Mas as opções visuais e sonoras – um fundo azul de vários matizes, com um 45 quase saltando da TV, jingle cheio de “queremos mais” –, em época de campanha presidencial, remetendo ao candidato considerado por muitos como o preferido da emissora – José Serra –, que poderá ser votado justamente por intermédio do número 45, tem no azul a cor referencial do PSDB e com slogan de campanha “O Brasil pode mais” , não poderia dar em outra coisa em dias de internet que não fosse à acusação de favorecimento.

Vergonha de ser vermelho fogo?

Uma nova peça publicitária do PC do B exaltando as conquistas do governo Lula e a importância do apoio do próprio partido a este, veiculada diariamente, anda me intrigando. Pois se é o Partido Comunista do Brasil, por que, ao final da propaganda, eles optaram pelo slogan “PC do B. O partido do socialismo”?


Seria por que este é o primeiro estágio pós-revolução, de acordo com a perspectiva marxista, para o alcance do sonhado – e nunca alcançado – comunismo? Ou tem a ver com receio de ainda ver este termo remeter a lembrança dos leigos à velha ideia de que os comunistas são sujos e malvados, além de comerem criancinhas? O socialismo, como não revelado realmente em essência para o povo, deve ser mais bem aceito.

Ao gosto metafórico do Lulão I e único, abriram mão do vermelho fogo para ficar com um vermelho neutro – valendo-se da gradação colorida bem ao gosto e entendimento femininos. No fundo, o desastre é o mesmo.

Veja Serra. O Obama brasileiro...

Que a forma como grande parte dos supostos progressistas brasileiros deseja combater os veículos tradicionais de informação não me interessa, deixo sempre explícito. Mas que nossa imprensa costuma apelar ao ridículo quando quer transmitir suas preferências, isto também fica a cada dia mais às escâncaras. A revista Veja desta semana resolveu colocar o candidato Serra na capa. Semanas atrás, tinha sido Dilma. No entanto, a preferência por um ou por outro parece ter ficado patente.
Enquanto Dilma mereceu uma foto acinzentada, com ênfase no vermelho, Serra aparece sorridente, bem photoshopado e com pose de Obama. Originalidade passou distante das redações de Veja.

Nossas eleições prometem. Mais do mesmo.




 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

E Ciro Gomes...

Mesmo sem tempo, não posso deixar de registrar para a posteridade tal acontecimento. Simboliza a natureza da política – ou seria da nossa política? – e suas possibilidades. Ciro Gomes, até ontem “chegadão” de Lula, acaba de ser espinafrado tanto por este como por seu partido, o PSB.


Na expectativa de que seria ou não candidato a presidente – aventou-se até uma delirante possibilidade de disputar o governo de São Paulo –, Ciro ficou a esperar pela decisão do Supremo Lula. E ela veio. Ciro não disputa nada. Agora, ficou nevorsinho e já está até dizendo que Serra, o tucano, é o “cara” para presidir o Brasil.

E tem gente que leva a corja a sério...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A paranoia como método


A internet é pródiga em disseminar acusações e inconformismos que podem se revelar mistificações ou pura teoria conspiratória. Público para absorver o material não falta. Logo, temos a paranoia coletiva. Blogueiros e páginas para disseminarem tal praga existem aos montes, independente do espectro ideológico seguido. Depois temos que ficar ouvindo um suposto bem informado na sala de aula, na fila do banco ou mesas de restaurantes inflando o peito e repetindo a patacoada, distorcendo a realidade e empobrecendo o debate.

Eduardo Guimarães, blogueiro lulista e implacável crítico da direita, é um desses tipos que adoram potencializar suspeitas, transformá-las em certezas e produzir fatos imperfeitos acerca do mundo real. A mais nova dele diz respeito à cobertura da rede Globo  dos anúncios das candidaturas presidenciais de Dilma Rousseff e José Serra.

Segundo o blogueiro, a Globo escancarou nas suas preferências pela candidatura tucana, ao transmitir uma cobertura negativa da petista e uma diametralmente oposta do tucano. Assisti as duas e antes de dizer o que eu acho, devo esclarecer que tenho opinião quase similar ao meu homônimo habituado a manias persecutórias da imprensa. Não obstante, quase similar não é igual.

Também vejo a imprensa brasileira com ressalvas. Os donos dos meios de comunicação têm seus interesses e vivem lutando para que eles não sejam atingidos. E isso pode ser prejudicial para a sociedade, haja vista que a verdade dos fatos pode ser manipulada quando interesses estiverem em jogo. Principalmente quando se tem como receptor das notícias uma massa quase acrítica e sem vontade de interpretar o que lhe é transmitido. Volto ao ponto.

No caso em questão, vejo como mais um delírio do Eduardo. Ora, que a Globo pode ter sua preferência por Serra e deixar isto influenciar na transmissão, não tenho dúvidas. Mas é preciso estar afastado de dogmas ideológicos para analisar o fato em sua inteireza e não reproduzir distorções da realidade. Guimarães não faz isso – ou é incapaz de pensar os acontecimentos em sua totalidade.

Ele reclama de que a Globo noticia sobre as propostas radicais do PT, o combate aos monopólios de comunicação, a presença de João Paulo Cunha, José Dirceu e José Genoíno – todos respondendo processo no caso mensalão –, entre outros pontos polêmicos. Faz questão de ignorar a fala do presidente do PT José Eduardo Dutra sobre os críticos das propostas – talvez ainda existam pelegos na Globo, como o Azenha e o Paulo Henrique Amorim foram um dia –, bem como a explicação ao final da matéria por parte do apresentador esclarecendo que os pontos aprovados no congresso petista ainda serão discutidos quanto ao que fará parte ou não do programa de governo de Dilma Rouusseff.

Apesar do choro delirante de Eduardo Guimarães,  tudo o que foi exposto na matéria supostamente anti-petista  é fato e de muita importância. Ora, se o Sr. Eduardo e demais petistas não quisessem a repercussão de tais aspectos, não os fizessem presentes no evento. O PT, em essência, insiste no enfrentamento das dificuldades sociais com cacoetes autoritários que nublam o pensamento de grande parte da esquerda. Depois lamenta a posição de quem o contraria. E aí apela a mistificação.

Guimarães força tanto à realidade que quando faz citações de trechos das matérias, expõe partes de falas de políticos do PSDB, como FHC, exaltando Serra e partes da fala do locutor da matéria sobre a cobertura petista, levando a quem não se deu ao trabalho de ver as duas matérias a entender que tudo saiu da pena dos redatores da Globo. Apela àquilo de que acusa seus adversários: a falsificação.

Talvez o blogueiro deve ter ficado suscetível quando viu Aécio Neves aparecer na cobertura do encontro tucano – o mesmo Aécio que petistas apostavam como desestabilizador dos próprios tucanos –, desconstruindo a falsa imagem do PT como amigo da democracia quando o país dele precisava, logo após o fim da ditadura militar, ao se recusar o apoio à candidatura de  Tancredo Neves, além de se posicionar contra o Plano Real e outras medidas que hoje contribuíram para que o próprio PT obtivesse sucesso em seu governo.

Ademais, Eduardo faz de conta de que no final da matéria supostamente pró-tucana, o jornalista  William Waack não citou a contestação do presidente do PT à fala do governador mineiro em relação à atuação do seu partido na restauração da democracia.

Gente como Eduardo Guimarães tenta construir uma crítica legítima a partir de distorções do real. Apenas contribuem para com a indigência intelectual reinante na sociedade.

Nestes termos, não contem comigo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sofrimento

Infelizmente, não pude registrar algumas impressões sobre diversos casos importantes ocorridos nas últimas semanas. Julgamento do casal Nardoni - e um comportamento para refletir sobre a mídia e o povo -, eleições presidenciais, Lula dando entrevista para o Canal Livre, entre outros assuntos que valem a reflexão de todos os brasileiros.

Porém, nada parece ter sido mais marcante do que a tragédia no Rio de Janeiro, após um temporal que varreu a cidade das Olimpíadas e nos trouxe de volta à realidade. Quase duzentas mortes até o momento e um sofrimento indizível para todos os que foram atingidos implacavelmente pelas forças da natureza.

Apesar das feridas profundas, torço para que as tragédias cessem e que as pessoas possam reunir forças suficientes para superar o horror que as cometeu.

Viver é um absurdo...

Garoto assanhado?


Está difícil postar. O mundo anda desabando – literalmente – e o tempo curto. Apelo à curtas. Uma estranha notícia me chama a atenção a respeito de um “brinde” surpresa oferecido, ao que parece, pela Garoto num ovo de páscoa Batom. Uma inocente caneta parece transformar-se num... vibrador!
Ainda não li sobre as explicações da empresa, mas como vi um vídeo sobre o assunto no youtube, resolvi comentar. Digamos que seja um presente que muitas senhoras carentes – e “gayrotos” – gostariam de receber.
O problema talvez seja cair na mão da criançada. Com a facilidade do mundo virtual, certas informações de tipos nada bem intencionados, poderiam estimular crianças a atos nada compatíveis com a idade.
Tenho um amigo que trabalha na Garoto e conversarei com ele sobre o assunto.