Buscando informações sobre um concurso que participei, envio o seguinte e-mail para a empresa aplicadora da prova:
De: Eduardo Alex Rodrigues [mailto:erodrigues@sefaz.es.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 14 de junho de 2011 11:51
Para: atendimento@consulplan.com
Assunto: Resultado CESAN
Bom dia
Foi informado no jornal impresso A Tribuna, aqui do ES, que o resultado do concurso da CESAN seria divulgado ontem no site dessa empresa. No entanto, até o momento, não existe nenhuma alteração. A informação procede? Houve algum problema? Existe alguma outra previsão para o resultado?
Atte.
Eduardo Alex Rodrigues
Como resposta, recebo o que vai abaixo:
Prezado candidato,
É necessário acompanhar as publicações no site www.consulplan.net.
Atenciosamente,
Central de Atendimentos
(32) 3729-4700/3729-4714
http://www.consulplan.net/
Ora, acompanho o site diariamente. Não perguntei onde posso encontrar informações a respeito das etapas do concurso. Quis saber, tão somente, se a publicação da matéria na imprensa procedia. E, caso contrário, se a empresa tinha ou tem alguma previsão de anunciar o resultado.
A comunicação por essas bandas anda um tanto complicada. E certa turma do bonde nóis vai quer, no fundo, mandar as regras para Marte e deixar que reine o estilo Torre de Babel país afora, em prol da língua viva - como se a regra, por mais enfadonha que seja, fosse matar a língua...
terça-feira, 14 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mau gosto sem graça
Apesar do assunto já ter algumas semanas, deixo aqui o meu registro a la twitter: extremamente desagradável a piada do Rafinha Bastos sobre mulher feia que não deveria reclamar de estupro. Li a matéria sobre o humorista na Rolling Stone e fiquei decepcinado. Achava o cara sarcástico e, em certa medida, inteligente. No entanto, ao ler suas ideias sobre preconceito e humor, não vi nada além de um estilo boçal refletindo a boçalidade de uma sociedade boçal - uau!
Um cara que ajuda a apresentar um dos poucos programas que vale a pena - mesmo - a estadia em frente à tv - A Liga -, deveria optar por um estilo inteligente e sagaz para fazer humor. É possível fazer troça, por exemplo, com a polícia politicamente correta sem descambar à grosseria ou mesmo à barbárie. Rafinha Bastos ficou devendo.
Um cara que ajuda a apresentar um dos poucos programas que vale a pena - mesmo - a estadia em frente à tv - A Liga -, deveria optar por um estilo inteligente e sagaz para fazer humor. É possível fazer troça, por exemplo, com a polícia politicamente correta sem descambar à grosseria ou mesmo à barbárie. Rafinha Bastos ficou devendo.
Estranho mundo língua viva
Foram tantos os assuntos dos últimos meses, mas o tal do livro Por uma Vida Melhor, que ensina errado - conforme a imprensa -, adotado pelo MEC foi um dos assuntos mais em pauta ultimamente, continuando a render. Conservadores denunciaram um levante contra a norma culta; "progressistas" da língua devolveram dizendo tratar-se é de pura ignorância linguística da imprensa e preconceito gramatiqueiro.
Bem, aparando os excessos de ambas as partes, há de se buscar razões nas duas correntes. O livro aborda sobre as formas de expressão e de como estas podem ser diversas. Até aí tudo bem. Desde minha puberdade ouço falar nas diferenças entre a língua culta e a coloquial - se bem me recordo, aprendíamos até sobre os aspectos da linguagem poétca. Porém, nunca fui surpreendido pela professora ou professor de que, por mais viva que seja uma língua, poderíamos sair por aí no bonde dos nóis vai.
Gente, por mais que tenha linguista lembrando que os estudos sobre a língua é coisa antiga e tal, que não é uma herança lulesca, convenhamos: a abordagem do livro foi "sofrivi"! Numa realidade como a nossa, onde a juventude escreve e lê mal - e os alunos de escolas públicas acabam sofrendo mais com isto, graças à depredação do ensino -, você encontrando afirmações do tipo "não é erro dizer nóis fumo", é sentenciar grande parte da classe mais pobre e privado de ensino decente à ignorância.
E não adiante dizer que logo em seguida o livro ensina a forma culta; quem conhece a juventude sufocada pela falta de educação, sabe que eles pouco levarão em conta tal apreciação. Importante será justificar a falta de jeito com a língua mãe apelando ao livro que diz não ser erro "nóis fumo". Faltou jeito - e muito - por parte dos responsáveis pela autoria do livro em tratar o assunto.
Particularmente, acho certas regras da nossa língua um pé no saco, que mais servem para complicar nossa vida do que ajudá-la. Certos aspectos parecem mesmo ser excesso de preciosismo por parte de tarados cultos. Mas não dá para ignorar que a norma se faz necesária. Se formos levar em consideraçao algumas opiniões de linguistas, melhor seria chutar a gramática e vivermos felizes numa babel de dialetos. Tenho a impressão que iamu se fuma...
Bem, aparando os excessos de ambas as partes, há de se buscar razões nas duas correntes. O livro aborda sobre as formas de expressão e de como estas podem ser diversas. Até aí tudo bem. Desde minha puberdade ouço falar nas diferenças entre a língua culta e a coloquial - se bem me recordo, aprendíamos até sobre os aspectos da linguagem poétca. Porém, nunca fui surpreendido pela professora ou professor de que, por mais viva que seja uma língua, poderíamos sair por aí no bonde dos nóis vai.
Gente, por mais que tenha linguista lembrando que os estudos sobre a língua é coisa antiga e tal, que não é uma herança lulesca, convenhamos: a abordagem do livro foi "sofrivi"! Numa realidade como a nossa, onde a juventude escreve e lê mal - e os alunos de escolas públicas acabam sofrendo mais com isto, graças à depredação do ensino -, você encontrando afirmações do tipo "não é erro dizer nóis fumo", é sentenciar grande parte da classe mais pobre e privado de ensino decente à ignorância.
E não adiante dizer que logo em seguida o livro ensina a forma culta; quem conhece a juventude sufocada pela falta de educação, sabe que eles pouco levarão em conta tal apreciação. Importante será justificar a falta de jeito com a língua mãe apelando ao livro que diz não ser erro "nóis fumo". Faltou jeito - e muito - por parte dos responsáveis pela autoria do livro em tratar o assunto.
Particularmente, acho certas regras da nossa língua um pé no saco, que mais servem para complicar nossa vida do que ajudá-la. Certos aspectos parecem mesmo ser excesso de preciosismo por parte de tarados cultos. Mas não dá para ignorar que a norma se faz necesária. Se formos levar em consideraçao algumas opiniões de linguistas, melhor seria chutar a gramática e vivermos felizes numa babel de dialetos. Tenho a impressão que iamu se fuma...
Tempo comprimido
Ah, dias de cobrança, pressa, urgência. Confesso ainda não entender como pudemos ter chegado nesse estágio maluco de nossa existência, onde tudo é para ontem. Até mesmo o prazer. Bem, ainda assim paro e registro minhas impressões sobre esses dias estranhos...
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