sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Como tratar civilizadamente os "incivilizados"?


No último domingo soubemos de uma série agressões promovidas por jovens de classe média em São Paulo. Conforme as informações, os jovens agrediram várias pessoas, sendo que um grupo de três amigos foi vítima porque seria composto por homossexuais. Os vídeos desta agressão estão na rede; é algo grotesco. Seria uma cena facilmente adicionada ao filme “Laranja Mecânica”, onde jovens se divertem com atos de ultraviolência.

Dois grupos seguiam em direção contrária e ao passarem um pelo outro, um jovem com duas lâmpadas fluorescentes nas mãos vai em direção aos três amigos e ataca um com dois golpes em sequência  com as lâmpadas. O jovem atacado tenta revidar, mas outros amigos do agressor partem para o espancamento da vítima – enquanto os dois amigos desta, amedrontados, apenas assistem a agressão até a intervenção de um segurança de um estabelecimento próximo. 

Bem, como 04 dos agressores são adolescentes não ficaram detidos. Qual será a punição para as “crianças”? Talvez medidas sócio-educativas. Surtirão efeito? Acho pouco provável. Afinal, uma pessoa que toma a atitude semelhante a do jovem, traz em si valores acumulados ao longo de sua existência que não serão mudados a partir de conversas burocráticas temporárias. Creio na necessidade de medidas mais enérgicas. 

No meu mundo ideal, um rapazinho adepto de atitude tão ignominiosa que tivemos conhecimento, ficaria trancado por ao menos um ano. Seria acompanhado – mesmo – por psicólogos e assistentes sociais, além de ser obrigado a participar, por ao menos 05 vezes na semana, de aulas diárias sobre direitos humanos. Ao sair, ainda teria compromisso regular com a sociedade durante um bom tempo, representada na figura da justiça. Se optasse por incorrer ao erro uma vez mais, a punição seria mais severa. 

Não é possível tratar com comiseração indivíduos que não têm sentimento algum de compaixão ao seu próximo, menos ainda respeito. A boçalidade com a qual o adolescente atacou o outro jovem não requer leniência; clama por punição rigorosa.

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