Já pega fogo a última bizarrice proporcionada pelo inominável deputado Jair Bolsonaro. No último programa do CQC esta semana, essa criatura funesta para qualquer sociedade que almeja a civilização - esta "coisa" tão maltrata por muitos ditos humanos - falou uma vez mais como se estivesse dedicando-se à atividade de expelição de merda pela boca. Ao ser indagado por Preta Gil qual seria sua reação se algum de seus filhos se apaixonassem por uma negra, respondeu bem ao seu estilo de idiota que se crê esperto, fazendo uma relação estúpida entre cor e promiscuidade - ao menos foi a tal interpretação que sua iluminada resposta levou a todos.
O sr. Bolsonaro depois tentou justificar sua estupidez, dizendo que entendeu a pergunta de forma errada, imaginando ter a etrevistadora se referido a gay ao invés de negra - o que não diminuiria em nada a truculência de seu estilo. Mas aí já era tarde. Como fala sem pensar, o tal deputado agora tem de se explicar.
Esse cidadão é uma vergonha que somente uma democracia tolera. Em qualquer regime autoritário, se ele se dedicasse a vomitar sua opinião contra as ideias do tirano em destaque, por exemplo, já teriam lhe dado fim - do mesmo modo que os criminosos de estado na ditadura militar, defendida por ele, faziam. O que mais me espanta é que esse sr. representa certo pensamento presente no Brasil, conservador, truculento e que encontra espaço na mente de alguns direitistas, sim, ao contrário do que diz Reinaldo Azevedo. Ele representa a incivilidade reinante neste país, que perpassa todas as classes. É mais um típico pensamento que contribuí para permanecermos como estamos: vulgares e longe, verdadeiramente, das luzes.
É, a cada dia aumenta a vontade de abandonar esse hospício - ou seria terra de ningém? - chamado Brasil.
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