Finalmente a seleção brasileira estreou na Copa do Mundo 2010. E foi um tanto broxante essa primeira vez no mundial. Quase todo país em transe, correria para assistir os representantes brasileiros na África do Sul, churrasco e cerveja em pleno início de semana, e a seleção comandada por Dunga consegue um insosso 2 x 1 contra a inexpressiva Coreia do Norte.
Tudo bem, era estreia, à exceção da Alemanha, quase nenhuma grande seleção conseguiu um placar elástico e com boa apresentação do início ao fim. Mas, pô, jogamos contra os norte coreanos, que pelo futebol apresentado, em nada vai lembrar a zebra de 1966, que conseguiu chegar às quartas de final, chegando a ganhar da Itália na 1ª fase – quase ninguém registra, mas o fato é que no período em que conseguiram tal façanha a Copa estava sem oitavas de final, retomada em 1986!
O que vimos foi um Brasil sem inspiração e com medo de arriscar. Se fossem os corredores da Coreia do Sul, talvez daria para entender a cautela. Mas nem isso. Nosso ataque foi inoperante com Luis Fabiano isolado, sem um Kaká com capacidade de fazer chegar a bola até ele. Robinho também travado. Foi frustrante.
Vá lá, vencemos. Agora é se preparar para um desafio mais real contra a Costa do Marfim. É um time perigoso, que não vai ficar esperando o Brasil tomar alguma atitude. Não haverá desculpa da estreia. É bom vencermos – e bem. Afinal, caso empatemos com os africanos e o mesmo aconteça com os portugueses, e ambos goleiem a Coreia, estamos fora.
Coragem, Dunga. Seja ousado e faça jus à esperança que a maioria brasileira deposita em você – apesar de alguns broncos que você insistiu em levar.

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