A Copa terminou e só agora registro meu olhar sobre ela. Os alemães, que encantaram até trombar com a Espanha, ficaram em terceiro. Venceram o Uruguai num jogo até emocionante para uma disputa de 3° lugar. O time sulamericano, por sinal, acabou sendo a surpresa de uma Copa que começou a empolgar mesmo a partir das oitavas. Além de chegar em quarto, o Uruguai emplacou o jogador da Copa: Diego Fourlan.
Os campeões foram os espanhóis, pela primeira vez. Numa boa disputa contra a eficiente e bem arrumada Holanda, venceram por 1 x 0 a 03 minutos do 2° tempo da prorrogação! Ainda bem. Outra final seguida disputada nos pênaltis não seria agradável. No fim das contas prevaleceu o time mais consistente. Particularmente, preferiria ver os alemães vencendo o título, pelo que apresentaram. Mas pensando objetivamente, é menos um tetra campeão no encalço da seleção brasileira. Talvez o problema do alemães tenha sido a “dungada” justamente quando precisavam continuar sua blitzkrieg futebolística...
A Espanha, mesmo com um futebol até agradável de ver, às vezes não empolga pela economia de gols e falta de um grande matador – uma ironia, tratando-se do país da infame tradição das touradas. Se tivesse um Romário no ataque, com o meio campo que tem, talvez seria irresistível.
Uma das maiores surpresas da Copa acabou nem estando no continente africano. O polvo Paul, numa daquelas armações do que alguns chamam de destino, acertou todos os resultados dos jogos que foi consultado. Da Alemanha, o molusco oráculo se tornou celebridade.
Por fim, um registro curioso: o único time invicto da Copa acabou sendo a Nova Zelandia, que saiu na primeira fase sem perder nenhum jogo; bem, também não venceu ninguém. Coisas desse maravilhoso esporte que é o futebol.

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