O ministro Gilmar Mendes e, por extensão, a revista Veja, podem preparar o telhado: conforme investigação da PF, não foi encontrado grampo telefônico de uma suposta conversa entre o ministro e o senador democrata Demóstenes Torres, revelada com ares de horror para com o estado democrático de direito pela revista Veja.
Se há época muita gente já colocava em cheque (assim mesmo, sem fundo...) a versão por não ter sido apresentado a gravação da conversa – apesar de mostrada a transcrição pela Veja –, agora os envolvidos terão a pecha de picaretas confirmada.
O curioso é o seguinte: se não foi a ABIN a responsável pela gravação do grampo, segundo a Veja, quem foi? Quem pode ter gravado a conversa e apresentado a revista? São questões extremamente importantes, pois se não existe grampo, houve uma armação sórdida por parte de gente de primeira grandeza do poder institucionalizado e uma das principais revistas do país. Em suma: houve crime.
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