Na guerra ideológica, muitas vezes cria-se alguns mitos que passam a ser tomados por verdade. Acusar esse ou aquele crítico de determinada posição, é um dos estratagemas.
Ontem, vendo o Jornal da Globo, ouço o colunista Arnaldo Jabor tecer elogios ao plano de Barack Obama com a finalidade de universalizar a saúde nos EUA. A fala de Jabor pode ser lida no site da Globo. O colunista desanca os adversários do presidente dos EUA, acusando-os de fanáticos e preconceituosos. Nada menos direitista...
Eu desconfio que a má vontade da esquerda brasileira para com Jabor advém de suas críticas severas ao petismo e ao estilo messiânico adotado por Lula, além do reconhecimento de algum mérito do governo FHC. No site do Luis Nassif hoje, por acaso, vejo-o fazendo um paralelo entre o ódio social que levou ao golpe em 64 e o que poderia ter levado ao golpe em 2006, segundo o articulista. Para Nassif, Jabor, entre outros, seria um dos exemplos perfeitos dos detentores do ódio social aliado ao apego incondicional ao neoliberalismo.
Na sessão de comentários escrevi ao Nassif que sua visão seria equivocada, ao que ele respondeu, e em seguida o solicitei que apresentasse alguns links desse ódio e apego sectário ao mercado de Jabor, para comprovar sua tese. Não respondeu.
Acho que atitudes como a de Nassif, influente articulista, apenas contribuem para mistificar o debate. Ao tentar impingir a alguém uma pecha devido a posições mais ácidas contra esse ou aquele político ou ideia, termina por contaminar os pensamentos, distorcendo a realidade.
Em tempo: para mim, Arnaldo esta mais para um “livre-atirador”, que pode errar o alvo às vezes, mas não está muito interessado em agradar os sectários. O problema do Jabor mesmo, para mim, é ele ficar preso a Rede Globo. Alguém como ele, deveria estar o mais livre para atirar contra todos os alvos possíveis. Duvido que ele engula certos lixos televisivos da sua emissora. Mas vai falar o quê?

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